terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Curiosidades Curiosissimas 013 - Seriam o Sr. Mxyzptlk e o Beyonder a mesma pessoa? John Byrne explica!

OK, eis aqui a última Curiosidade Curiosissíma do ano, e nada como fechar o glorioso período que foi 2008 com um leve e ligeiro texto sobre o sempre polêmico semi-deus anglo-canadense John Byrne! Eu já falei sobre aqui sobre seus dons proféticos e sobre a sua guerra particular com Marv Wolfman, porém é sempre divertido falar sobre o Byrne, mesmo porque a despeito de suas polêmicas e birras ele é e sempre foi um dos meus ídolos. Entretanto, vocês que estão acessando esse simpático blog devem estar se perguntando: que diabos é esse papo de que o Beyonder e o Sr. Mxyzptlk serem a mesma pessoa? Primeiro, façamos uma rápida retrospectiva dos dois personagens, a fim de situar os leitores mais novos que não os conhecem...


O Sr. Mxyzptlk foi criado em 1944 por Jerry Siegel e Joe Shuster, e fez sua estréia em setembro desse mesmo ano no gibi Superman #30. Originário da Quinta Dimensão, o simpático duende tinha poderes praticamente ilimitados, que invariavelmente usava para criar travessuras catastróficas que visavam atormentar o Homem de Aço. A única maneira de derrotar esse "vilão" era obrigá-lo a escrever ou falar seu complicado nome de trás para frente, e valendo-se de de truques e trapaças geralmente o Último Filho de Krypton conseguia banir o duende de volta para a Quinta Dimensão. Claro, como todo e qualquer personagem que surgiu a mais de cinqüenta anos atrás muita coisa mudou na caracterização do Sr. Sr. Mxyzptlk (inclusive do ponto de vista visual) , mas não vamos entrar aqui no mérito de discutir tal evolução. Isso ficará para outra ocasião.


Entidade total e praticamente onipotente, o Beyonder sempre teve curiosidade sobre a natureza humana, e decidiu testá-la confrontando heróis e vilões da Marvel na minissérie em doze partes chamada Guerras Secretas, publicada nos EUA originalmente em 1984 e recentemente relançada aqui no Brasil pela Panini. Não contente com os resultados obtidos nas Guerras Secretas o Beyonder rumou para a Terra a fim de ter um contato mais próximo com a Humanidade, e tal evento foi narrado na minissérie em nove partes Guerras Secretas II, lançada em 1985 e publicada aqui no Brasil nos gibis de linha da Editora Abril em 1990. De lá para cá o personagem teve outras aparições esporádicas nos gibis da Marvel, e a cada nova aparição uma nova (e geralmente estapafúrdia) explicação para a sua origem era dada, e como explicar tais origens é complicado pra caramba não vamos nem tentar fazê-lo.


Pois bem... Apresentados os personagens, aqueles que acessam esse blog devem estar se perguntando: o que eles tem em comum além de serem extremamente poderosos e onipotentes? Ora, eles nem pertencem ao mesmo universo ficcional! E qual a relação do John Byrne tem a ver com esses dois? Tá bom, vamos explicar logo, então...

Desde que foi criado o Beyonder causou um certo mal-estar entre os criadores da Marvel Comics. Ora, Guerras Secretas foi o grande evento da Marvel em 1984, e muita gente não gostou nada do editor-chefe Jim Shooter incumbir-se de escrever a minissérie. Afinal de contas, geralmente não pega bem em nenhum local de trabalho o chefe tomar para si um serviço que vai dar a maior grana preta para aquele que o realizá-lo, não é mesmo? Para piorar as coisas durante as reuniões onde eram discutidos os rumos editoriais que a Marvel tomaria em função de Guerras Secretas e Guerras Secretas II sempre que era posto em discussão quais seriam os limites para os poderes do Beyonder o "simpático" editor-chefe sempre respondia: "ele fará tudo aquilo que for necessário para a história!". Nessa época John Byrne trabalhava na Marvel e participava dessas reuniões, e depois de escutar essa "brilhante" declaração de Shooter ele simplesmente desabafou: Pelamordedeus... esse personagem tá parecendo o Mxyzptlk!".

Pois é, o Tempo passou, o Tempo voou e em 1986 Byrne foi trabalhar na DC Comics, tendo como tarefa principal reformular e adequar o Superman para uma nova geração de fãs. No gibi Superman #11 Byrne decidiu que deveria trazer o bom e velho Sr. Mxyzptlk de volta, mas não contente apenas com isso o semi-deus anglo-canadense decidiu "prestar uma pequena e sutil homenagem" ao seu antigo editor-chefe. Ora, assim que chegou em nossa dimensão o duende se disfarçou com um ser humano comum, cujo nome era ... Ben Deroy! Perceberam a sutileza da coisa? Não perceberam? Ora, Ben Deroy é pura e simplesmente um anagrama de ... Beyonder! Não contente com isso no transcorrer da história Lois Lane interpela Ben Deroy, perguntado de onde ele veio... A resposta de Deroy não poderia ser mais interessante: "Oh... Daqui e dali... Vamos dizer que eu vim de lá... Isso, de lá.". Para aqueles que não sabem em Inglês arcaico a expressão "de lá" poderia ser traduzida como ... "yonder"! Pois é, mais uma "piadinha" do Senhor Byrne... Mas, deixando de lado trocadilhos e anagramas, prestem atenção nas imagens abaixo:


Prestaram atenção nas imagens? Acreditem, meus queridos... Qualquer semelhança visual entre o Beyonder e o Ben Deroy não é mera coincidência! E, para aqueles que tiveram a pachorra e paciência que nos acompanhar nessa Curiosidade Curiosissíma, desejamos que o Novo Ano que se avizinha seja pleno de Saúde e realizações pessoais! Até a próxima!

Fontes:
Byrne Robotics - Site Oficial de John Byrne
Wikipedia

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Review 002 - Então é Natal... Com o Homem-Aranha!


Pois é... Estive por um tempo ausente do meu glorioso blog... Vocês sabem como é... Trabalho, trabalho e trabalho! Aliás, um desses trabalhos acabou de "sair do forno", e assim que ele estiver disponível farei questão de avisá-los. Aguardem... Mas, deixando a trabalheira de lado, falemos de Natal!

História em Quadrinhos natalinas sempre surgiram aqui e acolá, independente do gênero a qual pertenciam. Apesar das lembranças da minha Primeira Infância (entre o zero e os seis anos de idade) serem para lá de remotas e esparsas, acredito que as primeiros contos quadrinísticos que eu li e que envolviam o Natal devam ser da Disney. Todavia, porém... Gostaria de compartilhar com vocês as lembranças daquela que certamente foi a primeira HQ natalina de super-heróis.

Era o ano da graça de 1983... Ano em que a Editora Abril conquistou para si os direitos de publicação de todos os heróis da Marvel Comics e quando comecei a minha "carreira" de colecionador de gibis e nerd inveterado. Ora, um dos resultados diretos da aquisição de todos os personagens da Marvel pela Editora Abril foi a expansão da linha de gibis heroísticos, e um dos lançamentos daquele período foi a revista trimestral Grandes Heróis Marvel, também conhecida pelos fãs como GHM. Ora, a proposta de GHM era trazer o final de grandes sagas ou então aventuras relacionadas a um determinado tema, e justamente em conformidade com esse último item em dezembro de 1983 chegou nas bancas de jornal GHM #02, trazendo uma coletânea de histórias natalinas da Marvel.


Sinceramente, não me lembro direito de todas as histórias trazidas em GHM #02. Sei que havia uma onde o Coisa, sua namorada Alicia Masters e "sogrão" Mestre dos Bonecos passam por poucas e boas ao comemorarem juntos o natal na Montanha Wundagore (não me peçam para explicar agora o que é a Montanha Wundagore porque a coisa é longa!); havia outra que mostrava em cenas rápidas a maneira como cada um dos principais heróis da Marvel comemorava a data mais importante da Cristandade; e havia outra do Homem-Aranha, que realmente me marcou de maneira indelével (nossa, falei bonito agora!).


Nessa aventura originalmente publicada março de 1983 na revista Marvel Team-Up #127 e concebida por J. M. de Matteis, Kerry Gammill e Mike Esposito o sobrinho favorito da Tia May vai para a casa da velhinha comemorar o Natal com ela e seus amigos. Tudo bem, tudo legal, tudo as mil maravilhas, mas... Um dos amigos da Tia May estava triste... O Sr. Chekov não pode ficar alegre porque a ausência da sua neta Bette deixa o no seu coração um vazio impossível de preencher. Ora, obviamente Peter Parker ficou sensibilizado com a tristeza do Sr. Chekov, só que a noite reservava algumas surpresas para o herói aracnídeo: de repente, não mais que de repente o seu sentido de aranha tilintou, e ao sair da casa da sua tia para verificar qual possível perigo o ameaçava ele deu de cara com o Vigia, um alienígena que registrava todos os eventos ocorridos em nosso planeta, mas que devido a um juramento era proibido de interferir em qualquer tipo de assunto terrestre.



Bem, o Aranha nunca tinha se encontrado com o Vigia, e como qualquer um de nós ele ficou estupefato ao ficar frente a frente com um gigante careca de aspecto alienígena. E ficou ainda mais estupefato quando deu para ele um globo onde se via a imagem de Bette, a neta do Sr. Chekov! Aí, entendo isso como um "sinal dos céus" ou alguma coisa que o valha o Homem-Aranha decidiu sair em busca da garota, usando o globo dado pelo Vigia como guia.


Após uma longa noite onde eventualmente deparou-se com alguns dos seus poucos amigos policiais e com Capitão América o Aranha finalmente encontrou Bette. Infelizmente a jovem estava envolvida com gente muito barra-pesada, para quem o tal do "espírito natalino" não significava nada. Tentando resgatá-la das mãos da bandidagem o nosso herói defrontou-se com os marginais, e nesse confronto Bette foi baleada, ficando a beira da morte. Quando tudo indicava que a jovem passaria dessa para melhor o Vigia reapareceu, e a jóia que ele havia dado para o aracnídeo explodiu, curando os ferimentos da neta do Sr. Chekov. Aí, ocorreu o desfecho óbvio: o herói levou a menina para o hospital e ao encontro do Sr. Chekov, que teve um Natal um pouco mais feliz graças a presença da sua neta. Mas, de um jeito ou de outro fica uma pergunta no ar: por que o Vigia decidiu ajudar a família Chekov? Afinal de contas, ele não havia jurado nunca interferir em questões terrestres?


Bem, naquela noite em especial o Vigia foi tocado pela necessidade de alguma forma irmanar-se com aqueles que durante milênios ele apenas observou. Foi uma quebra do seu juramento? Sem dúvida! Mas também foi um daqueles raros momentos em que ele realmente entendeu o significado da Vida e da.. Felicidade.


Ok, ok, eu sei... A história é piegas pra caramba! E para falar a verdade ela não faz muito sentido. Ora bolas, com tanta gente passando um "perrengue" pior que o da Bette Chekov, por que o Vigia foi justamente se interessar pela vida dela? Estranho e sem lógica, não acham? Entretanto... contos de Natal não precisam ser regidos pela lógica, e sim por sentimentos como Esperança e Irmandade. No final de contas, esse é tema principal dessa história. E não seria justamente esse o significado do Natal? Acho que sim... E acho que talvez por isso eu nunca tenha esquecido essa história "bobinha". Da mesma forma que acho que cabe a mim desejar para todos os meus amigos e àqueles que acessaram esse blog um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo! Obrigado a todos vocês! E, por favor, continuem acessando o meu blog!

Fonte:
SpiderFan.org
Guia dos Quadrinhos

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Curiosidades Curiosissimas 012 - O Nariz do Homem de Ferro!


Ok, que de uns tempos para cá o Homem de Ferro praticamente virou o personagem principal da Marvel Comics todo mundo sabe... Que o Vingador Dourado é um dos heróis que mais teve uniformes diferentes no transcorrer da sua carreira editorial também é algo conhecido e sabido até pelo Mundo Mineral... O que talvez os leitores mais novos não saibam é que entre as várias versões da armadura do herói enlatado havia uma cujo capacete trazia um simpático e extremamente prático... nariz! Mas como!? Qual a explicação para esse tão esdrúxulo adereço? Bem, vamos voltar para o o comecinho dos anos setenta.

No início da década de setenta Stan Lee havia abandonado o cargo de editor-chefe da Marvel, passando a atuar junto a diretoria executiva da editora. Ora, de tempos em tempos Stan gostava de relembrar os seus dias de editor-chefe e visitava o Bullpen (apelido da Redação da Marvel), dando um ou outro pitaco nos trabalhos produzidos na editora, e justamente um desses "pitacos" gerou um mal-entendido que, no minímo foi um tanto quanto peculiar. Ora, caiu nas mãos de Stan alguns esboços de uma edição ainda não lançada do gibi do Homem de Ferro, e a visão de alguns desenhos do Vingador Dourado de perfil motivaram o "bom velhinho" a de maneira absolutamente inocente e despretensiosa a tascar o seguinte comentário:

Hum, não está faltando um nariz nesse Homem de Ferro?

Meus caros, isso foi mais do que o suficiente para o pânico se instalar de vez dentro do Bullpen! Stan Lee reparou que não havia um nariz na máscara do Homem de Ferro! Stan exigia um nariz no Homem de Ferro! A vontade de Stan precisava ser cumprida! Ora, a situação não era para tanto... O que Stan quis dizer é que a máscara do Homem de Ferro estava sendo desenhada de maneira tão justa junto ao rosto do herói que dava a impressão que ele não havia nenhum nariz debaixo dela. Tudo o que os profissionais da Marvel precisavam era fazer alguns ajustes na forma como o Vingador Dourado era desenhado, mas... Como a palavra de Stan Lee tinha o peso da Lei... Eles simplesmente entenderam que o negócio era colocar um nariz na máscara do Homem de Ferro!


O roteirista Mike Friedrich e o artista George Tuska bolaram uma história onde só para variar Tony Stark fazia um upgrade tecnológico na sua armadura. Essa foi a "deixa" para atender ao "pedido" de Stan, colocando um nariz na máscara do Homem de Ferro. Sendo assim, a nova armadura do Homem de Ferro teve sua gloriosa estréia no gibi The Invincible Iron Man #68, de junho de 1974.

Ora, a mudança não ficou restrita apenas ao gibi do Homem de Ferro. Como a marca registrada do Universo Marvel sempre foi a integração entre todos os personagens o Homem de Ferro narigudo deu o ar da graça em outras revista da editora. Vejam abaixo algumas dessas aparições:


Ora, o tempo passou e voou, até que um belo dia Stan novamente visitou o Bullpen e se deparou com as simpáticas e ostentivas narinas do Vingador Dourado. É óbvio que ele não entendeu nada, e de conversa em conversa foi descoberto o mal-entendido que deu origem ao nariz do Homem de Ferro. Graças a Deus após essa descoberta a Marvel tratou de desfazer essa bobagem, e em The Invincible Iron Man #85 o "Latinha" voltou a ostentar um visual muito mais próximo ao clássico. Resumindo tudo: por causa de um mal-entendido o Homem de Ferro ficou durante quase dois anos com um visual pra-lá-de-estranho! Essa é ou não é uma curiosidade curiosissima?

Fonte:
A Era de Bronze dos Super-Heróis
Diversions of the Groovy Kind

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Opiniao 003 - O Primeiro Trailer do novo Jornada nas Estrelas


OK, farei uma confissão... Sou completamente apaixonado por Jornada das Estrelas (Star Trek)! Gosto tanto de Jornada que nunca tive medo de entrar de sola na famosa pendenga que atiça geeks do mundo inteiro: quem é melhor? Star Wars ou Jornada nas Estrelas? Ora, para qualquer pessoa que tenha uma quantidade miníma de neurônios funcionando no cérebro é óbvio que Jornada arrebenta, chuta os bagos e cospe na cara de Star Wars! Tá bão, estou exagerando um pouquinho... Ou talvez esteja exagerando bastante, já que eu também gosto muito de Star Wars. Na minha imodestíssima opinião essa comparação entre as duas sagas espaciais é uma completa cretinice, já que a única coisa que as duas tem em comum é a palavra "Star" no nome e o fato de que ambas são ambientadas no espaço sideral. Entretanto, o lançamento mundial do trailer do remake de Jornada das Estrelas me obriga a fazer algumas comparações entre as duas sagas.

O novo filme de Jornada das Estrelas é dirigido por J.J. Abrams (Missão Impossível 3, Lost), um notório nerd apaixonado por... Star Wars. Ora, uma das coisas que mais me impressionaram quando as primeiras imagens do novo Jornada que foram liberadas nos últimos meses foi justamente o respeito ao visual clássico da Série Clássica. Claro, algumas modernizações eram necessárias e obrigatórias, afinal de contas não teria o menor cabimento mostrar relógios e contadores analógicos nos controles da Enterprise, como era feito nos anos sessenta. Mas aí, eu vi o trailer do novo Jornada, e...

Talvez eu esteja sendo ranheta, mas... Pelamordedeus, a impressão que eu tive é que Jornada ficou muito parecida com Star Wars! As batalhas espaciais mostradas no trailer lembram muito aquelas mostradas na saga de George Lucas, e não contente com isso logo no início somos apresentados a um genérico de stormtrooper! Um stormtrooper em Jornada das Estrelas, meu Deus! Duvidam? Assistam o trailer que está logo abaixo:


Bem, independente da minha ranhetice no dia 08 de maio de 2009 eu estarei no cinema para prestigiar o novo Jornada das Estrelas, O elenco parece ser muito bacana, e apesar de maiores detalhes da trama não terem sido revelados o simples fato da história envolver viagens temporais e contar com a presença do eterno Leonard Nimoy interpretando um envelhecido Spock é o suficiente para aquecer o coração desse eterno trekker. Vamos aguardar...

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Curiosidades Curiosissimas 011 - Games, a graphic novel inédita dos Novos Titãs!


Todos nós, pobres nerds condenados a comprar dezenas de gibis por mês sabemos que uma das séries de maior sucesso dos anos oitenta foi os Novos Titãs (New Teen Titans). Sabemos que a dupla composta pelo escritor Marv Wolfman e pelo desenhista George Perez fez História a frente desse título. Sabemos que lágrimas de profunda tristeza escorreram dos nossos olhos quando em meados dos anos oitenta Perez abandonou o a revista dos Titãs em busca de novos desafios profissionais. Sabemos que o curto retorno de Perez ao gibi dos Titãs no final de 1988 e início de 1989 fez com que os apaixonados pelos Titãs ostentassem um sorriso de orelha a orelha. O que muita gente não sabe é que assim que voltaram a trabalhar junto nesse período Wolfman e Perez idealizaram uma graphic novel dos Novos Titãs que nunca foi lançada!

Como falamos acima no final de 1988 e início de 1989 Wolfman e Perez voltaram a trabalhar juntos nos Novos Titãs, e tal reencontro motivou os dois a idealizarem uma graphic novel com os Titãs. Anunciada em várias entrevistas concedidas pela dupla e batizada com o titulo de Games (Precisamos falar que a tradução da palavra “Games” é “Jogos”?), até hoje detalhes do roteiro não foram revelados, mas se sabe a graphic novel teria algo em torno de cento e vinte páginas, das quais Perez desenhou cerca de oitenta. E aí, o Destino começou a conspirar contra esse trabalho...

Nessa época Perez co-roteirizava os Novos Titãs com Wolfman, roteirizava a Mulher-Maravilha, fazia esboços para o gibi Superman e desenhava Games. Era trabalho pra cacete, e essa sobrecarga somada a algumas situações ocorridas na série mensal dos Titãs que seriam usadas na graphic novel e a outras propostas profissionais fizeram com que Perez ficasse desanimado, desanimado e desanimado... A ponto de largar de vez Games!

Os fãs que tomaram conhecimento da produção de Games ficaram esperando pelo lançamento da graphic novel. E ficaram esperando... E ficaram esperando... E nada! Nos anos que se seguiram ao anúncio da graphic novel várias vezes Wolfman e Perez foram cobrados pelos jornalistas especializados sobre o não-lançamento da aventura. Wolfman não esconde de ninguém que ainda tem esperanças ver esse projeto finalizado, mas para o seu amigo Perez Games é uma página virada, e ele tem boas razões para ver as coisas desse jeito. Entre as razões, existe o fato de que a formação dos Novos Titãs hoje é bem diferente daquela que era publicada no final dos anos oitenta, que tinha o Jericó e Asa Noturna com seus visuais clássicos, Ravena vestida de branco e o adolescente-telecinético-problema Danny Chase entre seus membros. A história poderia ser reescrita de forma a se transformar em um flashback? Sem dúvida, mas aí rola outro problema... Segundo Perez boa parte da ação de Games transcorre no World Trade Center, e aqueles que tem boa memória sabem muito bem o que aconteceu com esse complexo no dia 11 de Setembro de 2001. Como os estadunidenses geralmente são muito respeitosos em relação a esse tipo de coisa, as chances de Games algum dia ir para as gráficas praticamente se reduzem a zero.

Bem, provavelmente jamais veremos Games publicada, todavia como George Perez é um sujeito camarada ele acabou liberando algumas amostras desse trabalho na internet. Vejam algumas delas logo abaixo, e quem quiser ver mais pode acessar o sítio eletrônico Titans Tower, que traz uma coletânea completa de artigos sobre essa inacaba graphic novel.

















P.S.: Esse Curiosidade Curiosíssima é dedicado ao meu amigo Rogério Vieira de Simone, o maior especialista em Titãs (o super-grupo, não a banda!) da América Latina!

Fontes:
Titans Tower
Torre Titã

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Opiniao 002 - Barack Obama, Presidente dos EUA



Esse blogueiro que vos fala além de ser um viciado em cultura quadrinistica-pop acompanha com certa regularidade as notícias políticas tanto do Brasil quanto do mundo. Ora, nunca foi a minha intenção misturar alhos com bugalhos por aqui, mesmo porque entendo um pouquinho mais de gibi do que de política, todavia um evento como o que aconteceu entre os dias 04 e 05 de novembro de 2008 merece um registro, e o evento do qual estou falando obviamente é eleição de Barack Hussein Obama, filho de um economista queniano com uma antropóloga estadunidense que desafiando um racismo que a séculos permeia os EUA acabou se tornando Presidente dos Estados Unidos.

Ora, a indústria cultural americana não ficou alheia a famosa questão "será-que-um-dia-um afro-negão será Presidente dos EUA". Obras ficcionais como o filme Impacto Profundo já mostravam o grande ator afro-americano Morgan Freeman comandando a nação mais poderosa do mundo, todavia na nada modesta opinião do blogueiro que vos fala nenhuma produto cultural estadunidense fez mais pela, digamos assim, "causa negra", que a série televisiva 24 Horas.

Entre uma tortura ali e outra acolá o agente Jack Bauer (Kiefer Sutherland) recebia ordens do Presidente David Palmer (Dennis Haysbert) , um afro-negão que emanava a aura de um Rei Arthur moderno e a serenidade e firmeza que qualquer pessoa deseja no mais alto mandatário do seu país. Sobre as razões que motivaram os idealizadores dessa série televisa a colocarem um negro no papel de Presidente dos EUA o ator Kiefer Sutherland (que também é um dos seus produtores) fez uma consideração interessante : "Eu acredito que se colocamos em uma obra fictícia um negro em um alto cargo nós fazemos com que na vida real isso se torne uma possibilidade cada vez mais real". Ora, não estamos aqui dizendo que o Obama ganhou as eleições americanas apenas por causa do 24 Horas! Longe disso! Entretanto, é possível perceber no seriado um indicador de que a mentalidade racista que sempre foi atribuída aos americanos estava mudando... E para melhor...

Além dessa mudança de mentalidade com certeza o principal elemento que favoreceu a ascenção de Barack Obama foram os desastres contínuos que a administração de George W. Bush (também conhecido como George Júnior) impingiram ao mundo. Guerras estúpidas e desnecessárias, economia em frangalhos e conservadorismo econômico e moral elevados a níveis nunca antes vistos pavimentaram o caminho para que um jovem senador de Illinois e fizeram com que a nossa amada indústria de quadrinhos se engajasse de maneira inédita no processo eleitoral de 2008. O roteirista/desenhista e editor-chefe da Image Comics Erik Larsen convocou todos os eleitores a votarem em Obama capa do gibi Savage Dragon #137, e o renomado artista Alex Ross desenhou um pôster retratando o jovem postulante a Casa Branca como um super-herói, e cujo lucro obtido com a venda da arte original foi revertido para a campanha presidencial de Obama. E pelo que se sabe quase todos os quadrinistas americanas apoiaram em peso o candidato democrata.

Muitas pessoas, mesmo aquelas que apoiavam Obama questionaram a suposta "parcialidade" da indústria americana dos quadrinhos em favor do senador democrata. Um exemplo disso foram as biografias quadrinizadas que a editora IDW Publishing lançou tanto de John McCain (candidato republicano a Casa Branca) quanto de Barack Obama. Segundo alguns críticos a biografia de McCain erra carregada de análises pouco lisonjeiras a ele, enquanto a biografia de de Obama... Bem, a biografia de Obama só faltava canonizá-lo! Sinceramente não temos uma opinião formada sobre a "parcialidade" dos quadrinhos americanos no processo eletivo daquele país, entretanto o sítio eletrônico gringo Newsarama colocou no ar um artigo interessante sobre esse tema. Quem tiver curiosidade sobre isso pode dar uma olhadinha nele aqui

Bem, se tivéssemos a intenção de discutir todas as implicações que a eleição de Barack Obama trará para os EUA e para o mundo jamais terminaríamos esse post. Como esse blogueiro que vos fala é apenas um pobre nerd-latino-americano-sem-dinheiro-no-banco, a única coisa que resta a ele é a esperança que a ascenção de Obama ao cargo de homem mais poderoso do mundo traga uma novo ânimo para todos nós, já que depois de oito anos da administração do George Júnior ânimo é tudo que precisamos! E, para finalizar de vez esse post, segue abaixo uma "profética" foto onde Obama "coincidentemente" posa como se fosse realmente o homem mais poderoso do mundo!

sábado, 25 de outubro de 2008

Curiosidades Curiosissimas 010 - Susie Tompkins, a sobrinha de Lois Lane!


Durante toda a sua carreira editorial o Superman foi desafiado por vilões dos mais diversos tipos. Muitos foram criados lá atrás (nos gloriosos anos quarenta e cinquenta) e perduram até hoje, e bons exemplos desse tipo de situação são o genial Lex Luthor, o supercomputador alienígena Brainiac e o travesso duende Mxyztplk, e outros acabaram sendo esquecidos e condenados ao Limbo dos Quadrinhos. Nesse simpático e agradável post iremos relembrar uma "adversária" que deu muito trabalho para o Homem de Aço na Era de Ouro do Quadrinhos Americanos, e que provavelmente não é conhecida pelos jovens leitores dos dias de hoje. Aqui, nesse instante e nesse momento relembraremos Susie Tompkins, a endiabrada e cascateira sobrinha de Lois Lane!

Susie estreou em abril de 1943 no gibi Action Comics #59, em uma história chamada Cinderella - A la Superman, na qual o pobre Clark Kent foi obrigado a bancar a babá da sobrinha de oito anos de Lois Lane. Logo de cara ficou claro que além de ser uma espoleta a sobrinha de sua colega de trabalho era dotada de uma imaginação prodigiosa, imaginação essa que geralmente se traduzia em mentiras mirabolantes que quase sempre colocavam os adultos - e em especial o Superman - em situações complicadas. No caso de Cinderella - A la Superman a personalidade da garotinha deixou o nosso herói de tal forma impressionado que, assim que foi tirar uma soneca o Último Filho de Krypton teve um estranho sonho, no qual ele reimaginava a história da Cinderela com Susie fazendo as vezes de Gata Borralheira e o Superman... Bem, o Superman simplesmente encarnava o "Fado-Madrinho"! Ah, esses gibis dos anos quarenta...

Esse primeiro encontro entre o Superman e a sobrinha de sua eterna amada foi simpático e interessante, e os personagens reencontraram-se em janeiro de 1944 na revista Action Comics #68, que trazia a aventura Superman Meets Susie (Superman conhece Susie). Mas eles não tinham se encontrado antes em Action Comics #59? Vejam, nos anos quarenta os artistas e editores de quadrinhos não davam a miníma para conceitos caros aos fãs de quadrinhos dos dias atuais, como continuidade e cronologia, e simplesmente descartaram Cinderella - A la Superman e definiram que Superman Meets Susie era de fato a primeira vez que os dois ficavam frente a frente. E nesse "primeiro encontro" do Homem de Aço com a simpática e loroteira garotinha o nosso herói descobre que talvez uma história relatada por Susie sobre pescaria de baleias nas docas de Metrópolis seja verdade!

Em meados de 1946 Superman novamente teve que encarar o fato de que as lorotas de Susie talvez fossem verdade, já que a menina se aliou a ninguém mais ninguém menos que Mxyztplk, que fez o imenso "favor" de transformar em realidade todos os devaneios da sobrinha de Lois Lane na aventura The Mxyztplk-Susie Alliance (A Aliança Mxyztplk-Susie), publicada em Superman vol.1 #40). É mole ou querem mais?

Depois de sua "aliança profana" com o duende da quinta dimensão Susie teve aparições esporádicas nos gibis do Superman, e a última história onde os dois se encontravam foi publicada em fevereiro de 1955 no gibi Superman vol.1 #95, com o título Susie's Enchanted Isle (A Ilha Encantada de Susie). Provavelmente Susie foi "botada para escanteio" porque nesse período Jimmy Olsen ("parceiro" do Homem de Aço e eterno foca do Planeta Diário) começou a ter bastante destaque (chegando inclusive a ganhar título próprio) e os artistas e editores da DC Comics decidiram que ele seria namorado da jovem Lucy Lane, a única irmã de Lois Lane. Ora, se levarmos em consideração o moralismo típico dos anos cinqüenta seria meio estranho transformar um adolescente como Jimmy Olsen em padrastro de uma menina de oito anos, não acham? Mas, para falar a verdade, essa não foi de fato a "última aparição" de Susie Tompkins.

Em 1978 a DC Comics resolveu contar como foi o casamento entre o Superman da Terra-2 (não peçam para esse blogueiro explicar o conceito de Múltiplas Terras agora!) e Lois Lane na história Superman Takes a Wife (Superman se casa), publicada em Action Comics #484, e a adorável sobrinha da Srta. Lane estava lá, prestigiando a cerimônia. Em 1980 o roteirista E. Nelson Bridwell e os artistas Kurt Schaffenberger e Joe Giella prestaram suas homenagens para a personagem em Superman Family #199, na aventura Susie's Flying Saucer (O Disco Voador de Susie), onde a menininha se envolve em lorotas relacionadas a OVNI's e alienígenas. E infelizmente depois de Susie's Flying Saucer a piralha cascateira que sempre botava o Superman nas mais estranhas situações sumiu de vez. Todavia, com a atual "moda" de resgatar antigos conceitos das Eras de Ouro e Prata esse blogueiro que vos fala não ficaria espantado se repentinamente o Homem de Aço ganhasse uma sobrinha espevitada e mentirosa! Vai que isso acontece...

Fontes:
Superman: The Complete History, livro escrito pelo pesquisador Les Daniels
Unofficial DCU Guide - bibliografia completa de Susie Tompkins

domingo, 12 de outubro de 2008

Retrospectiva 002: Superboy !



Este blogueiro que vos fala nunca morreu de amores por ele, mas é obrigado a admitir que a importância do Superboy é inquestionável, especialmente porque graças a ele diversos elementos foram introduzidos na mitologia do Superman, o maior e mais famoso de todos os heróis dos quadrinhos americanos. Dito isso, faremos agora uma rápida e ligeira retrospectiva ilustrada do Superboy, a persona heróica que Clark Kent usava durante a sua juventude.


01) A Estréia.

Desde o lançamento extremamente bem-sucedido do Superman o roteirista Jerry Siegel (co-criador do Homem de Aço, juntamente com o desenhista Joe Shuster) queria escrever histórias sobre a juventude de sua mais famosa criação. Siegel levou essa idéia para o corpo editorial da DC Comics, só que os editores a rejeitaram duas vezes, respectivamente no final de 1938 e em 1941. Só que o tempo passa, o tempo voa, e o sucesso de heróis juvenis como Robin e Bucky (respectivamente os parceiros do Batman e Capitão América) e possivelmente a tentativa de garantir dos direitos sobre a marca registrada "Superboy" levou a direção da DC a mudar de idéia, e em 1944 foi publicada no gibi More Fun Comics #101 a primeira aventura do kryptoniano ambientada em sua juventude. Tal aventura foi oficialmente creditada a Siegel e Joe Shuster, só que hoje é sabido que apenas Shuster teve real participação nessa história, que foi escrita por Don Cameron. A ausência de Siegel se explica porque o escritor estava no lutando na Segunda Guerra Mundial, e o lançamento a sua revelia da versão jovem do Superman foi uma das razões que o levou a processar a DC Comics anos depois. Mas isso é outra história...


02) O Sucesso.

Após ter suas histórias publicadas em sete edições de More Fun Comics em 1946 o Superboy se mudou de mala e cuia para a revista Adventure Comics. Nesse período pós-guerra o gênero "super-herói" já não tinha vendagens tão expressivas quanto nos anos anteriores, todavia o Garoto de Aço era tão querido pelos fãs que não demorou muito para ele se tornar o principal personagem de Adventure Comics. E não demorou muito para ele alçar um vôo mais arrojado.


03) O Super-Adolescente.

Em suas primeiras histórias o Superboy era quase sempre retratado como uma criança de dez anos de idade. Quando o gibi Superboy foi lançado no início de 1949 foi estabelecido que o personagem seria retratado como um adolescente com idade entre quatorze e dezesseis anos, entretanto essa não foi a única mudança pela qual o jovem herói passou. A partir do lançamento de Superboy o Garoto de Aço passou a ter suas histórias publicadas tanto em seu gibi-solo quanto em Adventure Comics, e novos e importantes aspectos foram agregados a mitologia do Homem de Aço. Em Superboy #02 a cidade onde Clark Kent cresceu finalmente ganhou um nome: Smallville (ou Pequenópolis, na antiga tradução brasileira). Os pais adotivos de Kal-El também precisavam de um nome, e em Adventure Comics #149 o Sr. Kent foi batizado com o nome de Jonathan, enquanto a sua esposa passou a ser chamada de Martha a partir da publicação de Superboy #12. Ah, outro detalhe importante: foram nas aventuras do Superboy que Krypton (planeta natal do Garoto de Aço) passou a ser mostrado com maior riqueza de detalhes, tanto que várias elementos que lá surgiram (como o visual dos pais kryptonianos do jovem herói) foram válidos durante muitos e muitos anos na cronologia do maior de todos os heróis. Mas a coisa não parou por aí.


04) A Mitologia cresce...

O sucesso do Garoto de Aço motivou os editores e artistas envolvidos com o personagem a expandirem o elenco de apoio de suas aventuras. Em Superboy #10 a jovem e bela Lana Lang deu o ar da graça, se tornando um dos principais interesses românticos do herói e em 1955 o a versão juvenil do Superman passou a ter a companhia de Krypto, um cachorro que sobreviveu a explosão do seu planeta natal e que estreou na revista Adventure Comics #210. A expansão do universo do herói continuou, e a primeira versão do "invertido" vilão Bizarro surgiu em Superboy #68 (publicada em 1958), e em 1960 foi estabelecido que os jovens Superman e Lex Luthor se encontraram pela primeira vez em Adventure Comics #271, sendo que esse foi o início da grande rivalidade entre os depois, que continuaria na vida adulta deles. Em 1961 Adventures Comics #283 trouxe a primeira aparição do General Zod e da misteriosa Zona Fantasma, e nesse mesmo ano Pete Ross surgiu em Superboy #86, tornando-se o melhor amigo do Superboy e um dos poucos que conheciam a identidade secreta dele. Ah, estamos nos esquecendo de algo muito importante : em Adventure Comics #247 o Superboy passou a integrar a Legião dos Super-Heróis, e caso vocês queiram saber mais sobre essa simpática equipe leiam aqui a retrospectiva da equipe feita pelo blogueiro que vos fala.


05) Nos Anos Sessenta e Setenta

Nos anos sessenta Superboy continou se dividindo entre o seu gibi-solo e Adventure Comics, e com o tempo essa última revista passou a priorizar as aventuras do jovem herói ao lado da Legião dos Super-Heróis. Se por um lado a Legião conquistava mais e mais fãs as aventuras-solo do Garoto de Aço já não tinham o mesmo sucesso de outrora, e a principal conseqüência disso foi que lentamente o jovem herói foi "chutado" para fora de Adventure Comics e em 1973 o seu gibi-solo passou a se chamar Superboy and the Legion of Super-Heroes. Daí para frente durante os anos setenta Superboy aventurou-se sozinho em pouquíssimas aventuras, que foram publicadas nos gibis Adventure Comics (a sua antiga "casa" nos anos quarenta e cinqüenta) e em Superman Family.


06) O Fim.

Em 1980 a revista Superboy and the Legion of Super-Heroes passou a se chamar apenas Legion of Super-Heroes. Isso não representou o fim para o Garoto de Aço já que no começo desse mesmo ano o jovem herói ganhou novamente uma revista somente dele, batizada com o nome The New Adventures of Superboy. Esse título até que era simpático, só que pelo visto as aventuras de um super-adolescente em uma cidade do interior não eram agradáveis para a nova gerações de leitores de quadrinhos, e em 1984 a revista foi cancelada após a quinqüagésima-quarta edição. Em 1985 a minissérie Crise nas Infinitas Terras remodelou todo o Universo DC, e foi definido que Superman nunca atuou heróicamente na sua juventude com a alcunha heróica de Superboy. Só que a sua ida para o Limbo dos Quadrinhos apagou da Mitologia do Superman itens que até hoje estão por aí. E, aos poucos os atuais roteiristas do Homem de Aço estão trazendo de volta mais e mais elementos das aventuras do Superboy para as atuais histórias do maior de todos os heróis. De repente, Superboy pode voltar com tudo, mais isso a gente discute em outra ocasião. E em outra ocasião também poderemos falar do Super-Bebê(!?), dos primeiros encontros do jovem Superman com outros jovens heróis, do Superboy da Terra Primordial, do Superboy da Terra Compacta, e do Superboy criado a partir das células do Superman e do Lex Luthor. Em outra ocasião, agora não!

Fonte:
Wikipédia
Superboy - The Earth-One Index
Unofficial Guide to the DC Universe